terça-feira, 9 de agosto de 2011

Uma aula necessária


VOCÊ SABE O QUE É UM PALÍNDROMO?

Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.

Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:

SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.

Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de seleccionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões...


ANOTARAM A DATA DA MARATONA

ASSIM A AIA IA A MISSA

A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA

A DROGA DA GORDA

A MALA NADA NA LAMA

A TORRE DA DERROTA

LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL

O CÉU SUECO

O GALO AMA O LAGO

O LOBO AMA O BOLO

O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO

RIR, O BREVE VERBO RIR

A CARA RAJADA DA JARARACA

SAIRAM O TIO E OITO MARIAS

ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
E já agora

E sabe o que é tautologia?


É o termo usado para definir um dos vícios, e erros, mais comuns de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:

- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exacta
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livreescolha
- superávit positivo
- todosforam unânimes
- conviver junto
- facto real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planear antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a últimaversão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito .

Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.

Gostou?
Reenvie para os amigos amantes da língua portuguesa.
E, assim, se fala em bom português

Prof.. Pasquale Neto

No popular se diz: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'

Correto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'
EU NÃO SABIA. E VOCÊ?
Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'

Enquanto o correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'

'Cor de burro quando foge.'

O correto é: Corro de burroquandofoge!

Outro que no popular todo mundo erra:

'Quem tem boca vai a Roma.'
O correto é:
'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).
Outro que todo mundo diz errado,

'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa. O correto é:
'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore)

Mais um famoso... 'Quem não tem cão, caça com gato.'
O correto é:
'Quem não tem cão, caça como gato... ou seja, sozinho!'

Vai dizer que você falava corretamente algum desses?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Josue Ramiro in Versus: Que vergonha

Josue Ramiro in Versus: Que vergonha: "PIADA VERGONHOSA colaboração: joanajpduarte@hotmail.com A ONU resolveu fazer uma pesquisa em todo o mundo. Enviou uma carta para o r..."

Que vergonha

PIADA VERGONHOSA

colaboração:
joanajpduarte@hotmail.com


A ONU resolveu fazer uma pesquisa em todo o mundo.

Enviou uma carta para o representante
de cada país com a seguinte pergunta:

"Por favor, diga honestamente qual é a sua opinião
sobre a escassez de alimentos no resto do mundo".

A pesquisa foi um grande fracasso. Sabe por quê?

Nenhum país europeu entendeu o que era "escassez".

Os africanos não sabiam o que era "alimento".

Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações
sobre o que era "opinião".

Os argentinos mal sabem o significado de "por favor".

Os norte-americanos nem imaginam o que significa "resto do mundo".
O congresso brasileiro está até agora
debatendo sobre o que é "honestamente".

E não sabem pedir opinião do povo sobre isso. Tá duro...

Abaixo o congresso de corruptos

Mais uma do congresso nacional brasileiro:
Parlamentares que haviam assinado a relação de apoio a CPI dos transportes, alguns é claro, resolveram retirarem seus nomes da relação, em cima da hora da entrega do documento para ser protocolizado. Tenho vergonha até de colocar os nomes desses canalhas. São indignos de representarem seu povo.
Assim, vai seguindo o nosso governo: Com um congresso medíocre, inapto, incoerente e subserviente. A honra do povo é manchada a cada dia que acorda. Acorda Brasil! Vamos parar com a corrupção, com as canalhices, com a falta de ética. Temos que dar um basta nessa falta de vergonha nacional.
Lá fora, um prefeito pegou um tanque de guerra para passar por cima de veículos que desobedeciam as leis de trânsito. Aqui ninguem respeita nada. Um ex ditador chegou de maca para prestar depoimento, aqui a justiça deixa a vontade. Assim, O Brasil, através de seus representantes, fica desmoralizado dentro e fora de seu território. Até quando iremos suportar tudo isso?

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Josue Ramiro in Versus: Aprenda a "coisar"

Josue Ramiro in Versus: Aprenda a "coisar": "ABRA SEU CONHECIMENTO aprenda a 'coisar' O substantivo 'coisa' assumiu tantos valores que cabe em quase todas as situações cotidianas htt..."

Aprenda a "coisar"

ABRA SEU CONHECIMENTO aprenda a "coisar"
O substantivo "coisa" assumiu tantos valores que cabe em quase todas as situações cotidianas
http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11189
Francicarlos Diniz

A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.
A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".
Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha. Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.
Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.
Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".
Devido lugar
"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. "Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas. Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).
Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim! Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".
Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB.
No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou. Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".
Cheio das coisas
As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas. Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa... Já qualquer coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."
Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.
A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!
Coisa à toa
Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".
Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.
Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda. Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas". Entendeu o espírito da coisa?
Se não entendeu, desculpe qualquer coisa.


MINIGLOSSÁRIO

Coisa
Dos 13 sinônimos mais comuns, lembrados pelo Aurélio, o mais
geral é: aquilo que existe ou pode existir. Ou seja, "coisa" é tudo e, também, qualquer objeto isolado.

Coisada
Reunião ou amontoado de
coisas diferentes.

Coisar
Refletir, matutar, imaginar.

Coisas
Bens, propriedades, valores, mas também órgãos sexuais (Nordeste).

Coisica
Coisa pequena, coisita, bagatela, insignificância.

Coisificar
Tratar alguém como coisa, reduzir o que há de humano a valores puramente materiais.

Coisíssima
Da locução adverbial "coisíssima nenhuma", por sua vez equivalente a "de modo algum" ou "absolutamente nada".

Coiso
Qualquer pessoa, fulano.


A ORIGEM DA COISA

Por Luiz Costa Pereira Junior

Do latim causa veio o nosso "coisa". O espanhol Juan Corominas (Breve Diccionario Etimológico de la Lengua Castellana, Gredos, 1961) lembra que o termo latino original para o espanhol cosa era sinônimo de "motivo", "assunto", "questão" até o latim vulgar desenvolver um segundo significado já no século 4º.
Quem explica a razão da mudança é o brasileiro Antenor Nascentes (Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, 1932). Ele conta que causa vingou como sinônimo de objetos ao suplantar no latim clássico o monossilábico res, uma palavra que teria perdido o trem da história porque não tinha, literalmente, "bastante corpo", diz Nascentes. Por fazer volume digno ao que nomeia, causa teria migrado do sentido "de processo e de razão das coisas" para o que desembocou na forma "coisa" atual.
No português do século 13, o termo era grafado pela forma intermediária "coussa" ou "cousa", que ainda perdura na boca de algumas gerações. O primeiro registro da coisa sem u veio no século 16, coysa, lembra Antônio Geraldo da Cunha (Dicionário Etimológico, Nova Fronteira, 1982). Nos tempos da Inquisição, anota o Michaellis, "coiseiro" era um livro de apontamentos em que os inquisidores portugueses marcavam detalhes de seus denunciados.
Gabriel Perissé, colunista de Língua que já escreveu sobre esse substantivo feminino há alguns anos, explica que, ao falar, usamos a palavra "coisa" como uma coisa que substitui todas as palavras. Na ausência da palavra exata, que "ilumina como um holofote" o ser ou o objeto a ser nomeado, usamos qualquer coisa no lugar, diz Perissé. É aquela coisa: se funciona, é bom de usar.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Entrevista

Entrevista com o escritor Josué Ramiro Ramalho
sexta-feira, 29/07/2011




O Café com Notícias através de entrevistas com talentosos escritores, abre espaço para a divulgação da poesia baiana. O entrevistado de hoje é o escritor Josue Ramiro Ramalho.
1- Olá, Josué! Como foi seu começo de carreira enquanto escritor?
Começar nunca é fácil. Para mim, teria iniciado minha escrivinhação ainda em tenra idade. Mas a verdade é que, no início da década de 90. Lá nos Poetas da Praça, resolvi colocar pra fora, o poeta que havia preso em mim. Encontrei durante minha trajetória muitas dificuldades mas não me rendi. Persisti e fui quebrando algumas barreiras. Mas ainda há muitas dificuldades…
02 - Por favor, fale-nos um pouco sobre a sua obra .
O livro Vôo Livre Verso & Prosa, é o primeiro vôo solo que alcei com minhas próprias asas. Nasceu da necessidade de expor meus trabalhos que se acumulavam em gavetas. Já havia publicado em alguns jornais e coletâneas mas os amigos Dr. Alfredo Boa Sorte e Dr. José Cayres, presidente e vice do Sindicato dos Médicos na época, me brindaram com a edição do livro pela gráfica do Sindimed. Ali, muitos amigos me proporcionaram uma satisfação imensurável com o lançamento da obra no auditório, na Bienal, em algumas cidades do nordeste e em muitos eventos que participei.
03 – Qual a sua opinião acerca da poesia baiana? Os escritores baianos gozam de reconhecimento em sua terra?
Eu costumo pensar que “a Bahia é um verdadeiro Celeiro Cultural”. De modo que nossa poesia não fica devendo absolutamente nada pra nenhum local do mundo. Aqui temos poetas e escritores de excelente qualidade. Agora…Reconhecimento? essa palavra deixa muito a desejar. Quem está nos braços da mídia, os louros, quem está fora dela, os percalços.
04 – Quais as principais dificuldades enfrentadas pelo escritor ? Como superá-las?
Dificuldades enfrentadas pelos escritores, poetas, artistas de forma geral, são enormes. Mas A falta de incentivo financeiro e facilidade de acesso nos órgãos públicos e privados, são de doer. A própria mídia facilita tudo aos “famosos”, mas para os iniciantes… A gente tenta superar tudo isso com um trabalho árduo, força, persistência e muitas tentativas de acessos. Assim, projetos como Amantes do Conhecimento, Art Poesia, Fala Escritor etc, nos abrem portas para nossas apresentações, facilitando assim, acessos que não teríamos, caso ficássemos
quietos.
05 – De que forma a literatura baiana pode ser trabalhada nas escolas e universidades?
Já formei grupos e tive oportunidade de participar com estes, em recitais nas praças, escolas públicas e particulares e em faculdades diversas. A questão é: Se o escritor se faz presente nesses eventos é aplaudido, ovacionado. Mas… e sobre ajuda de custo? Ora, para isso ninguém tem verba. Então o artista não come, não se veste, não se desloca. Fica difícil manter uma boa apresentação sem um reconhecimento financeiro é claro. Mas o poeta nunca esmorece! Lembro que encaminhei um projeto (O POETA VAI A ESCOLA) para o ministro da cultura que na época era Gilberto Gil. Acho que nem soube disso. Recebi resposta sim! palavras evasivas, sem conteúdo.
06 – Joy Frank, notável editor gráfico de Lauro de Freitas, considera importante que os órgãos públicos ofereçam apoio financeiro e também uma consultoria técnica aos escritores, já que a maioria não tem conhecimento acerca do processo de publicação. Qual a sua opinião a respeito?
Estimular a publicar é muito fácil e simples: Basta ter boa vontade. Acredito muito nos concursos públicos. É claro que com premiações incentivadoras. Tipo: edição de livros e prêmios financeiros, troféus etc. para os vencedores. As escolas são muito carentes de concursos de poesia, de contos, até de romances. Os movimentos de bairros, as praças, são locais muito propícios para esses eventos que devem ser promovidos com muito empenho. Se o escritor ou poeta não acredita, certamente não participará. Proponha um Festival de poesias entre os alunos dos colégios da cidade. Premie os 60 ou 70 melhores com a publicação do livro e pague cachê ou trofeu aos 05 ou 10 primeiros colocados. Ou faça o concurso pra cidade inteira, divulgue nas rádios, jornais etc. e veja como as coisas acontecem. Mas relacione os participantes para manter contacto posterior. Assim, não se perde de vista, o intelectual futuro que ainda é desconhecido.
Quero parabenizar ao Frank pela brilhante idéia. Uma espetacular iniciativa se levada a secretaria de cultura e aceita. Sabemos da necessidade que muitos principiantes tem de uma consultoria desse tipo. É claro que tenho de aplaudir e lhe dar meus parabens.
08 – Em homenagem ao dia do escritor, deixe registrada a sua mensagem:
Desejo sempre muita inspiração a todos os escritores e artistas. Continue escrevendo seus textos, revisando-os, melhorando-os e procurando publicá-los de alguma forma. Texto na gaveta é texto invisível. Não seja também invisível, corra atrás. Um dia quem sabe, às portas se abrem.
Tags: poesia;educação