sexta-feira, 22 de outubro de 2010

MEUS MEDOS


MEUS MEDOS

Terei medo de enfrentar o amor
Esse amor de entrega abrupta
Amor que é só fantasia e insegurança
Terei medo de enfrentar a luta
E outras lembranças
A luta em busca dos salários
Do emprego
Da paz
Terei medo da minha fragilidade
Pois ela é frágil demais
Da incompetência desses governos
E da angústia do meu povo
Terei medo do que ficou velho
Estou com medo do novo
Terei medo do que faltou aprender
E faltou aprender a sorrir
E faltou aprender a lutar
E faltou aprender a seguir
E faltou aprender a recomeçar
Terei medo de uma grande revolta
A REVOLTA DO POVO PELA ÁGUA
A revolta do povo pelo pão
Do pão sem segurança nem estudo
DA ÁGUA QUE EM BREVE SERÁ TUDO
Esse tudo que está na saúde
Saúde com fome danada
Nada das terras prometidas
Nada que sare tantas feridas
Feridas nossas tão enraizadas
Mas o meu medo
Minhas angústias
Minhas dúvidas
Terei que enfrentar se preciso for
Acabando com o medo
De qualquer medo
E pregando justiça
Igualdades
Amor!

Um comentário:

  1. Que as pessoas nunca sintam a falta da água que cobre a terra e nos faz tanto bem. Água é vida. Viva o planeta água!

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